Para uma amiga
Uma dor de não o ter
chovia-lhe no peito
como a intermitência da manhã
um assomo de sol ao meio dia
deixava-lhe a saudade em pranto branco
A noite trazia-lhe um abraço algodoado em névoa
para o chover de novo em manhãs entontecidas
Ele deixou atrás de si aquele deslumbramento
Como um presente de todos os Natais

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