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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Não digas nada

Chegou-me  por email, este texto assinado, que não resisto a publicar, com a devida autorização:


Não digas nada
Que este é o tempo do medo
Não penses nada
Que pensar é proibido
Não ouses nada
Que ousar é reprimido.

Mandam assim
Senhores de barriga cheia
Erguendo taças
Vomitando verborreia
E que ninguém se atreva a contestar
Que da saúde eles  estão cá pra nos tratar

E se falamos
Amanhã já cá não estamos.

E por prudência
Dá ao chefe a anuência
Porque senão vais parar à insolvência

Nestas andanças
Quem manda são as finanças

Hoje há emprego
Amanhã não há certezas.
E o desemprego
Não te paga as despesas.

Por isso, amigo,
Ouve bem o que te digo
Se amanhã te mandarem para a rua
E não sabes inventar
Ou mesmo piratear
Ou até viver do ar
O remédio é emigrar
Para longe ou para o mar

Porque aqui,
Não há lugar para ti
Esta terra não é tua
Aqui só pode  viver
Quem nasceu de cu pr'à lua.

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