Van Gogh - Os comedores de batatasCrianças e adolescentes rondam os bares das escolas e não compram nada.
Estudantes universitários passam fome.
Desempregados deambulam pelos jornais e pelos centros de emprego.
Alguns pelos contentores do lixo.
Reformados amealham as migalhas para, quem sabe, o dia, em que só lhes restem a rua e o céu.
Associações de bem-fazer entregam migalhas nas portas da amargura.
Empregados mal sustentam a vida.
A comunicação social relata golpes e desvios de colarinho branco. De sorriso à flor da inocência.
Assaltantes de capuz fazem colheitas de oiro.
Pedincha o meu país.
Mendiga o sul.
Esboroa-se a Europa.
Okupa Nova York.
Só o capital sem rosto bebe vinho novo!
Uma chuva miudinha bate-me nas costas.
3 comentários:
Bah. Não selas pessimista. Compra um guarda-chuva e pronto. Para isso ainda dá... :)
(Mais um poema translúcido. Quem quiser ver, vê. Quem não quiser ver... ora, quem não quiser ver compra um guarda-chuva... e cala-se.)
joao de miranda m.
Já me ia esquecendo. Embora o Amirgã apresente o primeiro post em Julho de 2007, eu tenho certeza de que ele é da idade do Trala. E, portanto, nada de sonegar idade... tal como o Trala, também o Amirgã já completou o seu primeiro e ilustre lustre . Há que comemorar...
Pois,João! O Trala,ilustre amiga do Amirgã,nasceu nos mesmos idos que o Amirgã. Só que o Amirgã teve um problema na infância e apagou-se temporariamente. Já tentei recuperar a primeira versão e...nada. Recuperei agora a imagem,mas alguns textos e comentários ... gone with the winter. Concebemos na mesma data,demos à luz na sala de Professores e lá vamos conversando com os nossos filhotes sobre o que nos dá nesta nossa realíssima gana!
Ao Trala e ao Amirgã!
Ao menos ainda nos resta uma chuva miudinha para nos afagar o ego.Ah! E os amigos!
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