
Ontem à noite, estive com amigos, à roda de uma mesa. Antes tínhamos debatido uma situação problemática decisiva para a nossa instituição. Tínhamos usado as palavras circunstanciais e precisávamos das outras. Assim como de um cervejinha fresca. Ou de um bom vinho tinto. Falámos de mil e uma coisas. De música. De nomes. De gente que não está afim de teatro. De gente que sobrevive de teatro. Da Susana que trabalha na Alemanha e vê crescer o filho no ecrã do computador. De mulheres que saem sem os maridos. De mulheres e homens que falam das mulheres que saem sem os maridos. De homens que sabem passar roupa. De rapazes que batem nas namoradas. De namoradas que gostam. A batida dos Couple Coffee juntava-se a nós. O Artur trouxe uns tremocinhos e uns amendoins. Um queijinho e um chouriço assado. Não falámos da crise. Só de bagatelas.










