Despudoradamente novo. E, no entanto, nosso. Aquele fado, trajado de som electrónico, bateria, baixo, guitarra portuguesa, escrito e cantado por mulher. Com paixão, ódio, riso afiado, vestidos cansados, ferro de engomar fora do descanso, noites mal dormidas, andanças de marinheiro, com o meu, o teu, o nosso dia-a-dia depressivo, em palco. Com uma ousada, “inocente inclinação para o mal”, que faz esgotar noites no Teatro-Circo, em Braga, de há muito cidade paradoxal, e que, ontem, vestiu de gente nova a sala do S. Pedro, em Águeda.
Um mal com um poder sedutor de nos provocar. E de nos espelhar

4 comentários:
É verdade. A Naifa é, de facto, um projecto de grande qualidade. Não conheço o palco, mas tenho o disco e também li alguma coisa a respeito. E como sempre, este teu texto é um dos que melhor retratam o que se sente sobre a Naifa.
Outra coisa: para além da qualidade que desde o início patenteou, este blog adquiriu recentemente uma outra valência: a divulgação e crítica da actividade social e cultural de Águeda. É por aqui que me mantenho informado. Agradecido.
João, aquele abraço!
Fui hoje convidada para assistir à estreia mundial de banda magistral (de magisters), no dia 6 de Junho. O amirgã pode ter o exclusivo dessa cobertura?
Odete
Pode e deve, ora essa... Quem melhor podia fazer isso? Cá fico, como sempre, atento.
Beijo
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